O que muda com a Jornada Otimizada e o novo ciclo regulatório no Open Finance?

Três frentes marcaram a evolução recente do Open Finance no Brasil: o cumprimento do cronograma regulatório junto ao Banco Central, o lançamento da Jornada Otimizada — que integra Open Finance e Pix em uma única operação — e a consolidação institucional documentada no primeiro Relatório Anual do setor.

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O ecossistema de Open Finance no Brasil segue em movimento. Nas últimas semanas, três frentes marcaram a evolução do setor: o cumprimento de um ciclo regulatório importante junto ao Banco Central, o lançamento de uma jornada que simplifica a experiência do consumidor entre Open Finance e Pix, e a consolidação institucional que já rendeu o primeiro Relatório Anual do setor. o Iniciador acompanha de perto cada uma dessas mudanças, já que elas impactam diretamente como bancos, fintechs e ITPs operam no dia a dia.

Cumprimento do cronograma regulatório junto ao Banco Central

No segundo trimestre de 2026, o setor entregou as obrigações previstas no cronograma regulatório do Banco Central. As novas regras fortalecem a governança do ecossistema e aprimoram os processos e controles das informações fornecidas pelos participantes para o monitoramento do sistema.

Na prática, isso significa métricas mais precisas e um acompanhamento mais detalhado do desempenho de cada instituição financeira participante. O Banco Central passa a ter mais capacidade para identificar instituições que precisam evoluir seus índices técnicos, o que tende a elevar o padrão geral de qualidade do compartilhamento de dados e das operações no ecossistema.

Jornada Otimizada: Open Finance e Pix em uma única operação

Em junho de 2026, o Banco Central anunciou o início da Jornada Otimizada (JO), uma evolução que integra Open Finance e Pix por aproximação. Antes, o consumidor precisava sair do ambiente de pagamento para consultar saldo e limite no aplicativo do banco. Com a JO, essa consulta acontece dentro da própria operação de pagamento, com autorizações em sequência e sem a necessidade de trocar de aplicativo.

O modelo foi desenvolvido de forma coordenada pelo ecossistema e simplifica o uso combinado dos dois serviços. Os ganhos esperados incluem menos falhas na jornada, redução de transações recusadas por insuficiência de saldo e uma experiência de checkout mais fluida. A expectativa também é abrir espaço para novos modelos de pagamentos automáticos e carteiras digitais, sempre com o cliente no controle da autorização de consulta e pagamento.

Para instituições que operam pagamentos via Open Finance, essa mudança reforça uma tendência: a experiência do usuário final está cada vez mais integrada, e processos que antes exigiam múltiplas etapas tendem a se consolidar em fluxos únicos.

Um ano de consolidação institucional

2025 foi um ano decisivo para a estrutura de governança do Open Finance brasileiro. A criação da Associação Open Finance Brasil consolidou o trabalho coletivo de construção da rede, um processo que envolveu o tombamento administrativo em 60 dias, a montagem de planejamento estratégico e de comunicação, e o reforço da estrutura tecnológica para suportar o crescimento do ecossistema com redução de custos.

Esse histórico está detalhado no Relatório Anual 2025 do Open Finance, que documenta a transição de um modelo antigo de coordenação para a estrutura definitiva que está em operação hoje.

O que isso significa para o ecossistema

As três frentes têm um ponto em comum: maturidade. O compartilhamento de dados e pagamentos no Brasil está deixando de ser um projeto em construção para se tornar uma infraestrutura consolidada, com governança mais forte, jornadas mais simples para o consumidor e histórico institucional documentado.

o Iniciador continua acompanhando cada etapa dessa evolução, adaptando seus produtos e integrações às novas regras e jornadas do ecossistema.


Fonte: Associação Open Finance Brasil.